terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014 - UMA OPORTUNIDADE DE DEUS PARA NOSSAS VIDAS!

Queridos amigos,

2013 está se despedindo hj e, em breve, pela Graça e Misericórdia de Deus, estaremos nos encontrando com o novo ano - 2014, cheio de surpresas, desafios, oportunidades, conquistas, alegrias, dificuldades e sofrimentos, também, por que estes fazem parte do processo de crescimento e amadurecimento que Nosso Deus tem preparado para cada um de nós, sem as quais, ficaria sem verdadeiro conteúdo e maturidade. Hoje completaremos, ao final desse dia, uma parte do ciclo desse processo em que, certamente, somos levados a avaliar onde podemos perceber os pontos em que fomos bem sucedidos e conquistamos a graça de galgar mais um degrau, as áreas onde ainda nos encontramos deficitários e necessitamos de maior empenho e envolvimento e aquelas onde escorregamos e nos vimos como que na estaca zero, não raro desanimando, mas podemos ter a certeza de que se 'o cair é do homem, o levantar é de Deus'...então, somo erguidos por Suas Mãos amorosas e postos no caminho, pois a nossa caminhada só acaba quando a estrada que nos foi reservada, por Ele, terminar...até lá, prossigamos, com nossos olhos NEle que nos concederá, se a Ele buscarmos, toda sabedoria e força, coragem e discernimento necessárias para cada dia, pois como é dito..'vivamos a cada dia o seu mal'. Amados, sabemos que 'TODAS AS COISAS COOPERAM CONJUNTAMENTE PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM A DEUS,DAQUELES QUE SÃO CHAMADOS SEGUNDO O SEU PROPÓSITO' (Romanos 8:28). Então, depositemos, sempre, NEle nossa fé e esperança,descansando na confiança de que Aquele que começou a boa obra em nós, certamente a concluirá, para louvor de Sua Glória.


Queridos amigos e irmãos, sabemos que vivemos em tempos nada fáceis e, para alguns de nós, estes têm sido particularmente difíceis, penosos, inclusive. Sabemos que encontraremos, no ano que entra, dificuldades, lutas, oposições, feridas, barreiras, impedimentos de toda sorte, contudo temos por certo que ainda que os ventos soprem com desusado furor, as ondas pareçam nos querer submergir, as tempestades busquem fazer nosso barco ir à deriva e até soçobrar, as areias dos desertos nos fustigar e quase cegar-nos, buscando nos alijar da rota, e até, sob chuva intensa nos for negado o abrigo, Aquele que fez os ventos pararem, que andou sobre as águas, que deu vista ao cego, ouvidos ao surdo, pés ao que se encontrava paralisado no caminho e na vida, coragem e ânimo ao guerreiro que se via derrotado pela simples visão do inimigo, firmeza e fé diante das muralhas, que proveu alimento em abundância ao povo faminto e sequioso, que suscitou descendência ao que nada tinha como expectativa além daquele que o servia ou mesmo àquela que que sofria forte humilhação por não poder gerar filhos ou o perdeu, contemplando, então, seu futuro sem assistência e honra; Aquele que, ao pai desprovido de seu filho pródigo, o faz tornar aos braços, achado e encontrado vivo; sim, Aquele que proporcionou ao que nada era aos olhos de outros, nova oportunidade de vida, ou ao que vida nenhuma possuía, o milagre de chegar a ser, este mesmo Senhor da Vida, entregou Sua própria vida pelo HOMEM, destituído de Sua Graça e Glória, para que ao Seu Nome seja salvo e, com Ele esteja eternamente. Amados, temos não apenas ao Senhor como nosso salvador, Pai, Amigo, Pastor e Bispo de nossas almas, Ressurreição e Vida, Maravilhoso  Conselheiro, Príncipe da nossa Paz, Restaurador Fiel, e entre tantos Nomes, o temos - ou deveríamos ter - de fato e de direito, como Senhor de nossas vidas. 

Assim como todo marinheiro que se põe ao mar, todo soldado que vai ao campo de batalha, todo atleta que se apronta para a prova, todo agricultor que lança a semente, a firme esperança de frutos e dividendos, vitória e honra, conquistas e descobertas, temos, também, o compromisso de sermos fortes e corajosos,não por nossa propria força e capacidade, mas pela condição que Ele nos dá e a promessa da eterna alegria em Cristo, que pelo Seu Espírito, nos consola, conduz a toda verdade e convence-nos de nossas faltas e pecados. Fomos chamados e predestinados para Si e para sermos para Louvor de Sua Glória e é, por Sua exclusiva Bondade, Graça, Misericórdia, Direção, Sabedoria e Entendimento, Cuidado e Proteção que poderemos cumprir tudo o que de antemão nos reservou a fazer e chegarmos àquela morada eterna que nos preparou desde antes da eternidade, pois sabemos que, SEM ELE, NADA PODEMOS FAZER. Tudo o que pudermos sonhar, almejar, ser, realizar, alcançar, possuir, enfim, só o será verdadeiramente alegria e e conquista se O tivermos como a RAZÃO ÚNICA e ESPERANÇA ABSOLUTA, fora disso, somente vão, ilusório e infrutífero esforço, ainda que aparentemente satisfatório e lucrativo.                 
Amados, desejo, a todos, um abençoado Ano de 2014, cheio das Graças do Eterno e que cada uma de Suas boas Palavras recaiam com abundância sobre cada um de nós. "Ora Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos o pensamos; a Ele seja a Glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo sempre" 

AMÉM! 

Porque DEle, por Ele e para Ele são TODAS AS COISAS! à Ele, pois, seja a Glória Eternamente!

***
Algumas referências...

Salmo 126, Efésios 3:20, Romanos 8:28, Romanos, Mateus 16:26, joão 15:5, Romanos 11:33-36, Isaías 9:6   

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Inversões

(Extraído do site: http://vozesdareforma-mmep.blogspot.com.br/)

Inversões

Era para ser igreja, mas virou empresa
Era para ser pastor, mas virou lobo
Era para ser luz, mas amou a escuridão
Era para ser Jesus, mas preferiu Barrabás
Era para ser pela Bíblia, mas enveredou pelo que dizem os homens

Era para ser sinal, mas já virou o fim em si mesmo
Era para ser testemunho, virou vergonha
Era para ser milagre, agora é rotina
Era para ser vibrante, ficou maçante
Era para ser sagrado, prostituiu-se
Era para ser caminho de cruz, agora é passarela de astros
Era para ser... não é 


Não é mais o lugar da simplicidade, agora tudo é escandaloso

Não é mais a sagrada comunhão dos fraternos, é o cansativo clube dos iguais
Não é mais o espaço da alegria, está vigiada pela suspeita da inveja
Não é mais pela força da unidade, é pelo tamanho numérico
Não é mais pela força do abraço, mas pela violência do braço
Não é mais a beleza de um judeu errante da Galileia, é a divindade disfarçada de pastor
Não é mais pela fé, é pela vitória financeira
Não é mais... não somos mais... deixamos de ser...


In-verso, a rima perdida na dor do não-ser

quinta-feira, 18 de abril de 2013

POR QUE SOU CONTRA AS BOATES GOSPEL?




Por Renato Vargens


Em quase todo o país tornou-se comum o aparecimento de boates gospel.

Usando do álibe da evangelização, inúmeros líderes evangélicos tem organizado o que 
chamam de "Night Song Gospel".

Nesta perspectiva é comum encontrarmos milhares de jovens dançando os mais famosos hits da música gospel. 

Em ambientes assim é comum encontrarmos globo espelhado, canhões de luz, estroboscópio e fumaça, os quais fazem parte de um contexto  especial onde  em nome de Deus, DJs e MC’s  embalam adolescentes e jovens em suas "danças" para Jesus. 

Há pouco vi uma faixa que convidava a juventude crista a participar de um evento deste nipe, onde o convite principal destinava-se a todos aqueles que desejassem sentir as "batidas de Deus em seus corações." 

Caro leitor, infelizmente em nome da contextualização e da necessidade de se modernizar a propagação da Palavra de Deus, tem sido comum por parte de alguns pastores e líderes evangélicos a utilização de estratégias diferenciadas na “evangelização”. Lamentavelmente a cada instante, movidos por poderosas revelações, novas e mirabolantes estratégias tem sido criadas na expectativa de arrebanhar para os apriscos da fé, um número cada vez mais significativo de jovens. E é pensando assim que eventos dos mais estranhos possíveis têm sido criados por parte da liderança evangélica neste país, como por exemplo, o aparecimento de boates e discotecas gospel.
Pois é, para alguns pastores, boates e discotecas tornaram-se “álibis” indispensáveis para se pregar “as boas novas” de Cristo Jesus. Na verdade, neste Brasil tupiniquim, cada vez mais em nome de uma liberdade cristã, os jovens abandonam a palavra e o discipulado bíblico em detrimento às festas e eventos que celebram efusivamente o hedonismo exacerbado de um tempo pós-moderno.

Caro leitor, confesso que fico estupefato com a capacidade evangélica de elucubrar sandices e fabricar heresias. Como já escrevi anteriormente, estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica brasileira. Isto porque, em detrimento do “novo” têm-se optado por um caminho onde se negocia o que não se pode negociar.

Talvez ao ler este texto você esteja dizendo consigo mesmo: " O pastor Renato caretou de vez! Será que ele não está entendendo que os jovens só virão a Cristo se oferecermos a eles entretenimento? Será que ele não compreende que a rapaziada precisa entender que não somos bitolados? Será que ele não consegue discernir que somos jovens e precisamos nos divertir?"

Charles Spurgeon, um dos maiores pregadores de todos os tempos, afirmou há quase 150 anos, que o adversário das nossas almas tem agido como o fermento, levedando toda a massa. Segundo o príncipe dos pregadores o diabo criou algo mais perspicaz do que sugerir à Igreja que parte de sua missão é prover entretenimento para as pessoas, com vistas a ganhá-las.

Spurgeon afirmou que a igreja de Cristo não tinha por obrigação promover entretenimento àqueles que a igreja visitava. Antes pelo contrário, o Evangelho com todas as suas implicações precisava ser pregado de forma simples e objetiva.

Hoje, quase 120 anos após a morte de Spurgeon, boa parte da igreja brasileira promove em suas liturgias estruturas lúdicas e leves onde de forma simplista e descontraída o “evangelho politicamente correto” é anunciado. Na verdade, ouso afirmar que mediante o pluralismo eclesiástico de nosso tempo, encontramos uma variedade enorme de igrejas que anunciam o evangelho de Cristo segundo o gosto do freguês.

Como já havia escrito inúmeras vezes não suporto mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Infelizmente, Sou obrigado a confessar que fico impressionado com alguns devaneios por parte do povo evangélico, até porque, no quesito criatividade alguns dos nossos irmãos têm conseguido se superar.

Com dor no coração sou obrigado a confessar essa gente não têm pregado o evangelho do reino. Antes pelo contrário, o evangelho o qual estes têm pregado é humanista, megalomaníaco e antropocêntrico.

Prezado leitor, ser protestante, não é somente se identificar com o protesto feito pelos reformadores contra a corrupção eclesiástica e o falso ensinamento católico do século XVI; é muito mais do que isso. Ser protestante, é viver debaixo de um avivamento integral, é resgatar os valores indispensáveis a fé bíblica através da Palavra, é proclamar incondicionalmente a mensagem da graça de Deus em Cristo Jesus.

O lema "Eclésia reformata, semper reformanda", deveria estar sempre ressoando em nossos ouvidos e corações, desafiando-nos à responsabilidade de continuamente caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a Igreja de Cristo, num circo eclesiástico, nas mãos de líderes equivocados, que manipulam o povo ao seu bel prazer, tudo isso em nome de Deus!

Uma nova reforma já!

Soli Deo Gloria.

Renato Vargens

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013



Hoje é domingo e em todo Brasil um número incontável de pastores e pregadores subirão aos púlpitos de suas igrejas onde pregarão o Evangelho da Salvação Eterna. 

Isto posto, gostaria de oferecer a esse exército de ministros algumas dicas preciosas para a preparação, desenvolvimento e aplicação da mensagem:

1- Pregue para a glória de Deus. A motivação do ministro deve ser a glória do Senhor e não a  exaltação do seu próprio nome e ministério.

2- Evite o improviso. Suba ao púlpito convicto daquilo que irá falar ao coração daqueles que o Senhor os confiou.

3- Mate-se de estudar e ressuscite através da oração. O ministro que não dedica tempo ao estudo bíblico e a oração não vale um vintém.

4- Não caia na tentação de pregar um sermão politicamente correto. Pregue a Palavra de Deus! Pregue as Escrituras.

5- Você não foi chamado por Deus para promover entretenimento aos ouvintes. Você é um pregador do Evangelho. Anuncie Cristo, pregue Cristo e proclame as inexoráveis verdades da Palavra de Deus.

6-  Não seja superficial. Muito pelo contrário, seja profundo não suas colocações. Contudo, lembre-se que profundidade não está relacionado a  falar de modo difícil. Spurgeon por exemplo era profundo, todavia, qualquer pessoa que o ouvia conseguia entendê-lo.

7- Não pregue outra coisa a não ser Cristo Crucificado. Você não foi chamado para pregar técnicas de psicanálise, psicologia humana, ou auto-ajuda. Você não foi chamado para pregar outra mensagem a não ser o Evangelho de Cristo. 

8- A Bíblia deve ser a fonte da sua mensagem. Por mais interessante e profundo que seja um livro, a Biblia é a nossa única e exclusiva regra de fé, portanto, é dela  que devemos extrair e fundamentar nossos sermões.

9-  Cuidado com a arrogância. O púlpito é um lugar santo. Você não foi chamado para testesmunhar sobre os seus feitos e sim sobre a grandeza de Deus. Os puritanos tinham por hábito nunca relatarem no pulpito aquilo que faziam ou deixavam de fazer e sim expor as Escrituras.

10- Pregue com fogo e razão. Jonathan Edwards costumava dizer que o pregador precisa ter luz na mente e fogo no coração. 

11- Pregue com o coração enchargado pelo amor. O pregador que não ama não pode pregar o evangelho. O amor é um dos fundamentos da nossa mensagem. O pregador ama as pessoas por isso prega.

12 - Pregue exclusivamente a Palavra de Deus.

E por fim lembre-se: "O pregador não é um profissional; seu ministério não é uma profissão." (E.M. Bounds)

Pense nisso!

Renato Vargens

***

Matéria extraída de: http://renatovargens.blogspot.com.br/ 

Visite o site, vc será muito abençoado, com certeza!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


Olá, queridos!

Estamos no último dia do ano e certamente o Senhor nos trouxe até aqui! EBENEZER!

Talvez não tenhamos realizados todos os sonhos, nem tão pouco conquistado as metas pretendidas, alguns desafios possam ter sido grandes e difíceis ou ainda estejamos no meio de muitos projetos...mas uma coisa é certa; na verdade, penso eu, absolutamente certa: 

Neste dia, podemos afirmar com toda garantia: ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR! 

Entraremos, pela GRAÇA e MISERICÓRDIA de Deus neste novo ano que se aproxima e que possamos, na Sua Presença, continuar e colocar estes sonhos, metas, projetos em Seu Altar e depender D'Ele para que se tornem realidade, segundo a Sua BOA, PERFEITA e AGRADÁVEL VONTADE, pois sabemos que, a cada vitória conquistada, só teremos a dizer:

Obrigada Senhor!



SOLI DEO GLÓRIA! A DEUS TODA A GLÓRIA! 



SEMPITERNAMENTE!


Que 2013 seja um ano de muitas bençãos para você e sua família!

domingo, 18 de março de 2012

ÉTICA DO PÚLPITO - Pr. Wagner Antônio de Araújo (Mensagem obtida via e-mail)



Duas palavras assaz importantes: ÉTICA e PÚLPITO.

O termo
ÉTICA deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). São princípios e valores morais que norteiam uma sociedade ou alguma disciplina específica.

Já o termo
PÚLPITO  vem de  "pulpeto". Do lat. "pulpitum". Também: Tribuna, estrado. Local elevado de onde fala um orador, geralmente dentro de um templo religioso.

O que seria ÉTICA DO PÚLPITO? Seria um conjunto de regras que norteariam a administração e o funcionamento da pregação numa igreja cristã. Infelizmente, nos dias atuais, vivemos um empobrecimento da prédica; os sermões têm deixado muito a desejar. Os pregadores não têm se portado à altura do ofício divino da pregação bíblica. Logo, por força dessa falta de valores as congregações têm perdido sua identidade cristã, tornando-se auditório comum e secular.

Gostaria de destacar 8 valores que certamente deveriam estar presentes nos púlpitos cristãos, princípios que fariam com que a pregação fosse muito mais relevante, eficaz e qualificada. Há muitas outras razões, mas o espaço não nos permite desenvolvê-las. Fiquemos apenas com estes, abaixo citados:

1) Pregadores devem usar a Bíblia - não é o jornal do domingo, nem a revista semanal. Não é o multimídia com vídeos interessantes nem o livro mais vendido da semana. Púlpitos cristãos devem ter BÍBLIAS como base, como texto, como fonte, como fundamento. "Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho." (Sl 119:105)

2) Sermões devem ser cristocêntricos - O tema de uma pregação não deve ser "matar um leão por dia", "vencendo o monstro da depressão", mas sim a pessoa de Deus e Sua imensa graça. Para ouvir mensagens de auto-ajuda nós buscamos palestras ou compramos livros; púlpitos de igrejas devem falar de Deus, de Cristo, do Espírito Santo, da graça, da alma, da vida eterna, e não de efemeridades meramente psicológicas. "Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. "(1Co 1:24)

3) Pregadores devem ter postura - Está em voga o abandono da gravata e tudo o que lembre formalismo. Então vemos nos púlpitos pregadores que buscam não se parecer com pregadores. Uns vão com camisas de times de futebol, outros com roupas de piquenique, outros ainda nem sequer se preparam. Quem sofre é o púlpito, que vira algo irrelevante e desprezível. Assim como se espera um governo digno e elegante, ou um médico e bombeiro bem fardados, também se espera que o pregador poste-se digna e solenemente no exercício da pregação da Palavra de Deus. Elegância, simplicidade, humildade: quesitos que valorizam o púlpito.

4) As mensagens devem ter linguagem sadia - Que tristeza ver um pregador que não sabe falar português! Que incômodo ouvirmos mensagens cheias de gírias e palavras deselegantes! Um bom sermão deve ser simples, de linguagem clara e compreensível, sem ser inadequada, inconveniente, deselegante. O pregador deve ser correto no uso da linguagem. "Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós." (Tt 2:8)

5) Pregadores não devem obrigar o auditório a interagir - Que deselegância e inconveniência a atitude de pregadores que, por falta do que dizer, interrompem o sermão e determinam: "vire pro seu irmão ao lado e diga...". Isso é medíocridade e falta de argumento. Cristo nunca usou desse artifício barato.  A resposta ao sermão deve vir da alma que se propõe a praticar o que aprende, não de um auditório adolescente que entra num jogo de falar e escutar. Quem prega a Bíblia com conteúdo não precisa dessa banalidade. "Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina." (2Tm 4:2)

6) Púlpito não é lugar para política - Há sermões que descem do Céu para tomarem as bandeiras das lutas sociais. Transformam o auditório bíblico em palanque de lutas partidárias ou ideológicas. Quando não, em época de eleições, cedem seus púlpitos para que políticos dêem seus recados. Isso é adultério espiritual. Para os políticos existem as tribunas. Para os pregadores os púlpitos. Política cuida do Reino do Mundo; Igreja cuida do Reino de Deus. "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele." (Mc 12:17)

7) O púlpito deve ser o terminal de um processo, não o início - Pregadores que não se preparam, que não oram, que não organizam suas idéias antes da pregação geralmente oferecerão muito pouco e suas mensagens não seguirão por dez minutos depois de seu término. Sermões eficazes começam de joelhos. Boas pregações são pensadas por longo tempo. São fruto de pesquisa, de estudo, de erudição, de preparo, mas, principalmente, da graça do Senhor sobre a vida de quem prega sob Sua direção. "Persiste em ler, exortar e ensinar, " (1Tm 4:13)

8) O púlpito não deve ser tribuna de auto-promoção - Há mensagens que não passam de bajulação disfarçada ou de egolatria exacerbada. Prega-se o homem, não a Cristo. Prega-se o servo, não o Senhor. Prega-se a obra de Deus, não o Deus da obra. Sermões desse tipo poderiam ter como hino o que diz: "Sim, há de ser GLÓRIA PRA MIM, GLÓRIA PRA MIM, GLÓRIA PRA MIM". Um sermão bíblico aponta para outro caminho: o caminho da glória divina e da incapacidade humana; aponta para a honra a Cristo e a submissão do pecador. Qualquer coisa diferente disso é jactância mundana, não pregação bíblica: "É necessário que Cristo cresça e que eu diminua." (Jo 3:30)

Espero sinceramente que os nossos púlpitos melhorem em qualidade. Um bom púlpito pode transformar uma igreja. Um sermão qualificado em um pregador capaz pode ser a fagulha que acende um reavivamento na Obra do Senhor. Que sejamos pregadores fiéis em nome de Jesus. Amém.

(texto publicado em boletim da OPBB SSP ABAFER, à pedido do seu presidente, Pastor Wilson Estella).

Pr. Wagner Antonio de Araújo - Igreja Batista Boas Novas Osasco, SP, Brasil

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Práticas Mundanas Não Dinamizam a Igreja


 
Tenho visto e ouvido falar da introdução de práticas mundanas nos cultos como forma de diferenciação e inovação. Práticas nunca antes imaginadas e acalentadas pelos cristãos entram pela porta da frente das igrejas e encontram abrigo na mentalidade infantil e distorcida de muitos líderes. Vi um vídeo onde um grupo de capoeira se apresenta no meio de um culto e ali foram praticadas seus rituais e danças como se fosse em uma praça pública. Tudo isso em nome do diferente e do inovador. Perguntei-me o porque daquilo tudo. Não consegui respostas minimamente razoáveis. A prática de qualquer esporte nada conflita com o culto a Deus, mas introduzir isto em um culto no mínimo é anular o culto. Esses acréscimos que em outros lugares de culto chegam a contar com lutas diversas antes do culto e etc. demonstram a falência da igreja gospel. A verdeira igreja não se submete a isso.

Ao nos convencermos que algo precisa mudar dentro da igreja e este algo não está claro para nós, tentamos de todas as formas apresentar alguma alternativa ao status quo reinante. Essa mudança precisa vir de qualquer maneira, pois, existe a convicção ou sensação que algo está errado e precisa mudar. Muitas vezes a mudança que tanto almejamos para a igreja deveria começar dentro de nós mesmos. Normalmente o homem sempre vai transferir para outrem sua angústia existencial ou seu desassossego interior. Ao invés de tomar a auto responsabilidade como padrão de vida e dar novos rumos à sua existência, vai achando culpados para suas crises pessoais, como fez Adão no paraíso quando Deus o interpelou e ele não tendo respostas jogou para Eva a responsabilidade da crise instalada. Daí vivenciarmos coisas desagradáveis e inúteis em nome de Deus como se tudo fosse normal. 

Um dos lemas posteriores da Reforma Protestante foi: “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” (Igreja Reformada Sempre se Reformando). Verdade que precisamos desesperadamente resgatar e viver em nossos dias. Para muitos reformar a igreja implica em afrouxar a teologia, desprezar a doutrina e introduzir novos elementos na liturgia. Entendem que uma igreja que se reforma deve ser criativa, no sentido de ser bastante aberta nas questões doutrinária, metodológica e cúltica. Tentam trazer vida para um sistema moribundo através de coreografias, misticismos exacerbados e comportamentos limítrofes com o paganismo, como se isso provocasse a reforma necessária. O grande equívoco nesta forma de pensamento e comportamento é que quando esta máxima “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est”, de autoria do reformado holandês Gisbertus Voetius (1589-1676) e já vivida por Lutero nos primórdios da Reforma em 1517, não tinha a intensão de inovar a maneira de ser, haja vista, os excessos de inovações introduzidos pela igreja romana ao longo dos séculos, culminando nas vendas de indulgências e relíquias, coisas que Lutero lutou para extirpar da igreja. Na realidade Lutero percebeu que reformar não era inovar a sua teologia ou a sua liturgia, mas sim, restaurar e redescobrir aquilo que havia se perdido ao longo de mais de 1000 anos de história chamado erroneamente idade das trevas, quando a Bíblia já havia deixado de ser o fundamento doutrinário da igreja e prevaleciam as tradições resultantes das decisões dos concílios e interesses financeiros e políticos dos papas. Logo, o resultado da Reforma Protestante no século XVI não foi um movimento inovador, mas restaurador, purificador, esterilizante, um retorno às origens, um retorno à Palavra de Deus, uma busca incessante pela simplicidade bíblica, que hoje em dia desapareceu de nosso meio. 

Por vezes, o lema supracitado tem sido usado de maneira equivocada e totalmente desvirtuada. Muitos o utilizam como pretexto para introduzir novidades, modismos e ideias politicamente corretas na igreja. Aqui, volto a repetir, estar sempre se reformando não é sempre inovando ou buscando incessantemente criatividade. Isso é próprio dos meios de comunicações que precisam diversificar constantemente para não perder seu publico. Ao nos conformarmos com a mentalidade do mundo teremos como corolário um afrouxamento litúrgico, teológico e abriremos as portas para o mundanismo. Estar sempre se reformando é buscar continuamente o retorno ao cristianismo bíblico e básico, reafirmando as doutrinas e práticas das Escrituras Sagradas.

Creio que esta busca alucinada pelo novo e inovador tem levado a igreja esquecer que seu poder dinamizador não está no desconstrutivismo litúrgico ou teológico, na introdução de praticas exóticas como meio de atrair ou descontrair uma plateia, mas na dinâmica do Espirito Santo. Este Espirito dinamizador é que quebra a monotonia da religiosidade, expulsa o mundanismo da igreja e a enche e vida. Esse Espirito que provoca ações e reações dignas de Deus e para louvor de Sua glória. É esse Espírito Santo que abre as comportas interiores para fluírem os rios de águas vivas. 

Sim, o lema “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” está vivo e pede passagem. Ele clama por ser vivido pelo povo de Deus. Desafia-nos a redescobrimos e vivermos a simplicidade e pureza das Escrituras Sagradas no poder do Espírito. Assim sendo, experimentaremos novidade vida. Nossos cultos não serão monótonos. Nossas orações serão arrebatadoras. A pregação da Palavra será o centro de nossos cultos. E no final de tudo Soli Deo Gloria.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza